Com a massificação do uso de meios eletrônicos nas operações de pagamento, bem como da Internet para realizar transações em bancos ou lojas virtuais, o próximo desafio do comércio eletrônico é proporcionado pela mobilidade e por um novo perfil de usuário digital, que está nas classes C e D. Pois, apesar de muitos não terem computador em casa, nem banda larga, a maioria tem celular.
O comércio eletrônico passará por uma transformação nos próximos anos. Ele se tornará uma plataforma digital onipresente que estará com o consumidor onde ele estiver.
Não haverá mais espaço para a visão ultrapassada de ser um canal de vendas ou uma loja a mais no rol de lojas de uma marca do varejo.
Novas fronteiras, novos cuidados
O comércio digital vai além da web. Ele é resultado de um novo modelo que envolve redes sociais, smartphone, iPad, TV Interativa.
Toma proveito das conexões entre as pessoas, pois é isto o que vivemos: uma era de transmissão de informação por uma rede distribuída (diferentemente do modelo anterior de rede descentralizada – web ou o que veio antes – publicidade tradicional).

O comércio eletrônico (pela web apenas) cresce vertiginosamente. Segundo dados do Webshoppers, relatório 22ª. Edição1, e a Câmara.net, houve crescimento de 40% em 2010. A previsão para 2011 é de crescimento de 35%. No mesmo período, o comércio eletrônico no Chile cresce 5%, no México se expandirá 12% e, no Estados Unidos, 12,7%.
Nova classe média
O Brasil está na frente no tocante à expansão das compras online. Isso se justifica pela estabilidade econômica. E a entrada das classes C e D viabilizada pelo aumento de acesso a internet no Brasil cresceu 113% nos últimos anos, segundo o IBGE.
O valor da compra média online é de R$ 379,00. O crescimento da atividade no Brasil ainda foi acelerado pelo lançamento dos sites de compras coletivas, acessados por milhões de pessoas e que já movimentam R$ 60 milhões em 2010, prevendo alcançar R$ 500 milhões em 2011.
Também foram importantes as vendas de Natal, que em 2009 faturaram R$ 2,2 bilhões – em 2008, o valor obtido foi de 1,6 bilhão, aumento de 37,5% de um ano para o outro.
Diante desse contexto, pergunta-se: como gerar prova de autoria, de identidade, para aproveitar o potencial de negócios pela via eletrônica, inclusive móvel e TV Interativa, junto a um público que expressivo?
O olhar da Justiça
Como evitar o “charge back” (estorno na fatura do cartão de crédito quando o cliente não reconhece a compra) e o repúdio? Mesmo o varejo que está há anos na web, ou quem deixou para entrar só agora, deve refletir sobre como tornar o negócio proveitoso com o menor risco jurídico possível.

Afinal, há uma tendência da Justiça Brasileira em reconhecer a chamada “hipossuficiência compulsória” – ou seja, se estamos falando de um consumidor com baixo nível de escolaridade, com baixa renda, então não ele sabia o que estava fazendo, ainda mais quando a transação se concretiza através do uso de recursos tecnológicos.
Esse ponto precisa ser resolvido para passarmos para a próxima fase. Seja com uso do Certificado Digital, do novo Registro Civil único (RIC) trazido pela Lei 12.058, a introdução do IPV6 e o uso cada vez mais comum de biometria, precisamos de fato aumentar o nível de segurança. Não existe comércio sem confiança.
Conscientização e combate à fraude são estratégias de negócio e deviam estar nas pranchetas dos gestores de marketing, negócio e inovação, que pensam como aumentar os números e não apenas nas salas de discussão de TI e Jurídico.
É essencial conscientizar o usuário-consumidor digital a se proteger de golpes, a saber fazer uma “compra legal online”, sem riscos. O aumento de segurança da informação vai aumentar a segurança jurídica entre as partes. Isso pode estimular o crescimento não só quantitativo, mas em valor de ticket médio das transações.
As classes C e D precisam da inclusão digital com educação, prevenção e conscientização para não se tornarem “laranjas digitais”. Por isso, destaco abaixo os golpes mais praticados e os problemas mais comuns na compra online, que precisam ser enfrentados pelo mercado e pela sociedade. Assim, evitaremos que as fraudes e as perdas financeiras e os processos judiciais cresçam na mesma medida que o comércio eletrônico.
E para ajudar ainda mais nesse processo, veja abaixo 16 dicas para você aumentar a segurança das suas compras no Natal.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/






































